O transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta um número significativo de crianças e adolescentes. Entre 5% e 10% das crianças sofrem de TDAH. Muitas delas continuam a ter sintomas diagnosticados na adolescência e idade adulta. As principais características da doença
são: desatenção e / ou hiperatividade-impulsividade. Estes sintomas
contribuem para o desenvolvimento de
dificuldades de aprendizagem significativas,
problemas de relacionamento com os pares, e uma maior incidência de conflitos com os pais em comparação com as crianças sem o diagnóstico.
Os tratamentos cognitivos comportamentais
têm-se revelado um método eficaz para melhorar os sintomas de crianças,
especialmente se eles são combinados com o tratamento medicamentoso. A questão é que,
além de proporcionar às crianças o desenvolvimento de estratégias que permitam
melhorar seus déficits cognitivos e processamento de informação, é muito importante
que os psicólogos e os pais também se preocupem com a autoestima.
Sabemos que a felicidade pessoal e o
sucesso são baseados em uma autoestima
elevada que nos permita enfrentar os desafios e seguir em frente, mesmo com as dificuldades
que podemos encontrar. A primeira coisa que se deve ter em consideração é que
cada criança tem uma personalidade que o torna único e, portanto, deve ser tratada de forma diferente. Como conselho geral seria importante:
• Crianças e adolescentes com
TDAH têm uma regulação emocional pobre. É importante ajudá-los a se relacionar
com os seus sentimentos. Por exemplo, quando a criança sentir raiva, trate de acalmar-la.
Explique que com este comportamento não vai conseguir o que deseja. Reforçe
sempre todos os momentos em que ela demonstrar tranquilidade na hora de
realizar atividades, contribuindo assim com a manutenção de uma conduta mais desejada.
• Tente enviar mensagens
positivas para que a criança. É fundamental acreditar em suas habilidades e
fazer com que ela seja consciente do que os pais pensam sobre ela. Você pode fazer uma lista das coisas positivas que a criança fez durante
o dia. Lembre-se que na maior parte do tempo, essas crianças recebem comentários
negativos devido ao seu comportamento inadequado. Todo mundo gosta
de receber um elogio.
• Incentive na criança o ¨ sim eu posso ¨, com
expectativas realistas e dentro das suas capacidades.
• Em vez de estabelecer adjetivos
negativos para a criança devido a suas condutas indesejadas, tente descrever as
situações que geraram um conflito. Exemplo: ¨ Você deixou a toalha no chão ¨, em
troca de ¨você um desorganizado ¨ .
• Se a criança mostra medo ou
receios, explicar que é um sentimento normal. Ofereça apoio e oriénte-la para o confronto
com o medo. Nada melhor do que
superar um temor e sentir-se capaz,
desde que estejam dentro das suas
capacidades. Isto fortalecerá o autoconceito da criança.
• O importante é mostrar seus
pontos fortes, reforçar o comportamento desejado, enviando uma mensagem positiva sobre
a sua pessoa. Uma
autoestima positiva vai ajudá-la no
futuro a ser um adulto mais autônomo e capaz de enfrentar os desafios da vida,
Em último análise, mais feliz.