terça-feira, 28 de maio de 2013

Que podem fazer os pais para melhorar a ansiedade dos seus filhos?




A ansiedade é uma resposta normal quando existe alguma possível situação de perigo. Perante uma ameaça, reagimos com preocupação e inclusive medo. Ficamos alerta para poder entrar em modo de defesa ou de fuga. Em outras palavras, a ansiedade cumpre uma função de proteção diante de perigos do ambiente. Ao largo da história, ela teve um papel importante para a sobrevivência da espécie humana. 

No entanto, a ansiedade pode ser considerada patológica se perdura por muito tempo, si é muito intensa ou se aparece diante de estímulos inócuos que são percebidos de forma equivocada como perigosos.

Esta sensação pode chegar a bloquear a criança ao invés de alertá-lo para a necessidade de lutar ou fugir. A criança com ansiedade patológica percebe que o perigo é incontrolável, inevitável e tem uma sensação muito desagradável que o impede de atuar de maneira adequada.

A ansiedade pode surgir diante de estímulos ou situações externas (um exame final, um determinado animal) ou diante de vivências internas, como lembranças ou emoções vividas pela criança (a lembrança de uma discussão ou o medo da morte, por exemplo). Tanto os estímulos externos como os internos podem desencadear alguns mecanismos fisiológicos de alerta y de defesa. Cada pessoa reage de maneira diferente diante de uma situação de perigo; segundo a sua idade, capacidade intelectual, o temperamento, a educação recebida, as situações vividas e a predisposição genética.

Portanto, os pais não podem ser considerados a causa de que a criança tenha ansiedade, mas podem contribuir para que os sintomas de ansiedade se mantenham ou desapareçam. O primeiro que os padres podem fazer é aprender em que consiste o transtorno do seu filho. Quanto mais saibam, mais poderão ajudá-lo porque saberão mais sobre as dificuldades que a criança está passando. Também é interessante que pais e filhos, juntos, leiam um livro sobre uma criança que tenha superado a ansiedade.

Por outro lado, os pais podem ajudar a criança nos momentos mais difíceis, apoia-lo e distraí-lo com outra atividade ou pensamento, evitando assim que se centre na ansiedade. Os pais devem transmitir aos seus filhos a convicção sincera de que superará os seus medos. Também podem anima-lo a avançar um pouco mais nas atividades em que a criança requer um certo esforço para fazer, mais sem força-lo para que a ansiedade não proporcione ao seu filho uma sensação de fracasso.

Se a criança tem medo da escuridão, é melhor deixar alguma luz no corredor acesa até que a criança durma. Isto é preferível que força-lo a dormir sem luz. É importante evitar etiquetar a criança com: é muito tímido, está sempre nervoso, assustado diante do professor, amigos. Estas afirmações dão uma ideia de que o quadro é irreversível, afirmação que não é correta.

Os pais devem ensinar aos filhos com ansiedade a não temer as coisas, evitando atitudes superprotetoras. O extremo cuidado favorece os pensamentos tipo ¨algum perigo existirá si os meus pais me protegem tanto¨. É importante preparar a criança antes que afronte experiências novas, contando com todo o detalhe possível o que vai acontecer e como pode atuar.
Também é muito importante que as outras pessoas  como professores, avós ou outras pessoas em contato com as crianças possam seguir o mesmo tipo de conduta que os pais. Por exemplo, se a necessidade é elogiar a criança quando ela se atreva a falar com um companheiro, os professores devem estar atentos e elogia-lo pela sua conquista, de maneira que todos seus colegas de aula tomem conhecimento.

Por fim, se os pais não podem resolver as dificuldades sozinhas, devem consultar com um profissional. Neste caso, os pais assumem um papel de co-terapeutas, supervisando e premiando todas as conquistas que o seu filho alcance, avançando lentamente segundo o programa que o experto estabeleça para o tratamento.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Como vencer a depressão




Há momentos em que nos sentimos tristes, aborrecidos ou infelizes.  Se este sentimento perdura por muito tempo na sua vida, talvez você perceba que:

Sente vontade de chorar com frequência; 

Chora sem nenhuma razão clara ou por pequenas coisas;

Tem dificuldade em adormecer ou despertar;

Se sente muito cansado ou com falte de energia;

Apresenta alterações no seu apetite;

Tem dificuldade para se concentrar;

Para de fazer as coisas que gostava de fazer;

Sai menos e só quer ficar sozinho.

Se muitos destes sintomas estão acontecendo com você, é possível que esteja sofrendo de depressão e que chegou o momento de lutar contra ela.

Uma das características da depressão é que a pessoa deixa de realizar atividades divertidas. Uma das primeiras coisas a fazer é começar a se divertir novamente. Tente fazer uma lista de todas as coisas que você costumava fazer ou apreciar.

Por outro lado, as pessoas que se sentem tristes e deprimidas têm pensamentos negativos. É provável que elas:

Procurem e encontrem as coisas negativas ou ruins que acontecem;
Ignorem as coisas boas;

Critiquem muito a si mesmas e o que fazem;

Pensem que as coisas que dão errado são culpa delas.

Trate de questionar os seus pensamentos negativos, tentando lutar contra isso. Se você tem uma tendência de ver somente o negativo, precisa aprender a parar, olhar novamente e descobrir as coisas positivas que ignorou.

Se você acha que o positivo não é importante, precisa aprender a aceitar e a celebrar os seus sucessos e o lado bom da vida. Se você acaba achando que tudo sempre vai dar errado, precisa aprender a deixar que as coisas aumentem de tamanho e ver os problemas como eles são de verdade.

Por isso como sugestões para reverter o quadro sugiro:

1. Aprenda a lidar com qualquer problema, pense sobre todas as soluções possíveis. Uma coisa que pode ajudar é dizer a si mesmo: posso fazer tal coisa OU (pensar em outra possibilidade).

2. Exercite ter sucesso. Quando nos deparamos com um desafio ou uma situação nova, é fácil esperar o fracasso ou pensar que as coisas vão dar errado. Uma maneira útil de sair dela é imaginar uma cena de você tendo sucesso. Converse consigo sobre o que pode acontecer em uma determinada situação, mas se imagine obtendo sucesso desta vez. Não economize a sua imaginação, imagine a cena com muita riqueza em detalhes.

3. Adote uma fala interna positiva. Você faz isso dizendo coisas positivas a si mesmo quando se sente preocupado ou  com medo de não ter sucesso.
4. Elogie a si mesmo por tentar. Quando estiver se sentindo triste porque algo deu errado, entenda que nem sempre tudo vai  ser como esperamos. Mais nem por isso devemos deixar de nos elogiar por ter tentado enfrentar uma determinada situação.

5. Se você sente que a depressão está tomando conta da sua vida e produzindo prejuízos importantes, procure ajuda de um psicólogo. Ele poderá orientar as melhores estratégias para reverter o quadro a partir de uma avaliação personalizada do seu caso. Não tenha medo dos seus sentimentos. É preciso enfrentar o problema para poder voltar a sentir prazer em viver.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comportamento suicida e automutilação: esteja alerta a esta possibilidade



Muitos jovens pensam em suicídio em algum momento de suas vidas. Por sorte, poucos realizam a tentativa de suicidar-se e uma pequena minoria acaba falecendo por esta causa. 

A automutilação caracteriza-se por qualquer forma não fatal de alguma agressão ao próprio corpo. São exemplos: cortar-se, tomar uma overdose, correr no tráfico etc. Nestes casos existe uma motivação para morrer mais nem sempre é consciente. Por outro lado, o suicídio é o resultado direto de atos de automutilação. É bastante comum que alguns destes adolescentes se automutilem apenas uma vez na sua vida. Outros jovens acabam repetindo este comportamento. Os especialistas no tema acreditam que é preciso entender que a automutilação faz parte de um continuo do fenômeno suicida. 

Jovens com risco de suicídio apresentam pensamentos de morte ou ideias de agressão direta ao próprio corpo (ideação suicida). Também são comuns pensamentos sobre planos para morrer, onde e como realizar o ato, bem como de prever o impacto que o suicídio pode ter nas pessoas próximas a ele.

Uma das principais motivações para o comportamento suicida é o pensamento de que algo ou determinada situação é imutável, gerando um sentimento de desesperança. 

As estatísticas apontam que os meninos são mais propensos a morrer de suicídio que as meninas, exceto na China e Índia. Por outro lado, as meninas apresentam mais comportamentos não fatais relacionados ao suicídio (automutilações) que os meninos. 

Segundo pesquisas realizadas, um de cada seis adolescentes revelaram ter considerado a possibilidade de suicidar-se ou de produzir alguma agressão contra o seu físico um ano antes da pesquisa. Um de cada dez dos jovens acabou realizando uma automutilação no ano anterior. A morte por suicídio é relativamente infrequente em adolescentes. 

Os principais fatores de risco que aumentam o fenômeno em crianças e adolescentes são: transtornos psiquiátricos como a depressão, abuso sexual, abuso de substâncias, sentimentos de desesperança, problemas familiares, estratégias de enfrentamento pouco adaptativas, comportamento suicida na família, nos amigos e na mídia, incluindo a internet, redes sociais etc. 

Outro fator importante que as pesquisas demonstram ser um fator de vulnerabilidade para o suicídio é o nível de impulsividade e de agressividade da criança ou adolescente. Além disso, ter história previa de comportamento suicida aumenta o risco de futuras tentativas de suicídio. O grande risco de repetição se dá no primeiro ano após a tentativa suicida ou de automutilação.

Os fatores de proteção (que podem reduzir o risco ao suicídio) são: boas amizades, habilidade em resolver problemas, um bom controle interno da agressividade e da impulsividade bem como estar implicado em atividades complementares ao estudo (esporte, aprender uma língua estrangeira).  Ter um pensamento positivo e crenças afirmativas sobre a vida também são de grande ajuda, assim como uma afiliação religiosa.

É importante que os pais fiquem atentos a certos comportamentos dos filhos como: isolamento, depressão, tristeza, sentimento de vazio, uso de drogas, convívio com jovens que apresentam condutas ilegais, presença de historia de suicídio ou de automutilação na sua família, ausência de controle da agressividade ou impulsividade. Se você suspeita de algo, esteja ao lado do seu filho: ofereça apoio e busque ajuda de um profissional o antes possível. Neste momento ele precisa muito da família e sentir-se amado para que possa reverter o quadro.