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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Medos infantis




Os medos formam parte da nossa vida desde a infância e podem surgir quando uma criança sente uma possível ameaça ou quando a novidade de uma situação gere inseguridade. Trata-se de um fenômeno psicológico normal, pois cumpre uma função adaptativa na medida em que nos avisa de possíveis situações de perigo.

Os medos infantis mais comuns são:
2-6 anos: medo de pessoas estranhas, de ruídos, medo da escuridão, de monstros imaginários, de animais etc.
6-11 anos: o medo de animais pode persistir, de fenômenos naturais (tempestade, raios), de doenças, da morte dos seus pais ou pessoas queridas, da sua própria morte, de locais fechados entre outros.

Na medida em que cresçam, espera-se que estes medos desapareçam. Se os medos se repetem com muita frequência, persistindo no tempo e sendo acompanhados de ansiedade, pode ser necessário uma maior atenção e cuidado por parte dos pais.

É comum que os medos estejam associados a outros problemas como: baixo rendimento escolar, aumento da instabilidade emocional ou agressividade. Podem surgir terrores noturnos que com frequência impede que criança durma normalmente.

O primeiro passo nestes casos é reduzir os níveis de ansiedade na criança. É preciso proporcionar a criança um ambiente de segurança e confiança nela, preparando a mesma para enfrentar as situações que teme com naturalidade. A consulta de um psicólogo infantil podes ser importante se a dificuldade se mantém e produz um prejuízo no funcionamento normal da criança.

Os medos também se aprendem. Muitos padres podem manifestar as suas angústias e projetar seus próprios temores na criança desde muito pequenos. É importante tentar transmitir seguridade e tranquilidade nas situações cotidianas, possibilitando que os filhos aprendam a comportar-se da mesma maneira.