Os medos formam parte da nossa vida desde
a infância e
podem surgir quando uma criança sente uma possível ameaça ou quando a novidade
de uma situação gere inseguridade. Trata-se de um fenômeno psicológico normal,
pois cumpre uma função adaptativa na medida em que nos avisa de possíveis
situações de perigo.
Os medos infantis mais comuns são:
2-6 anos: medo de pessoas estranhas, de
ruídos, medo da escuridão, de monstros imaginários, de animais etc.
6-11 anos: o medo de animais pode
persistir, de fenômenos naturais (tempestade, raios), de doenças, da morte dos
seus pais ou pessoas queridas, da sua própria morte, de locais fechados entre
outros.
Na medida em que cresçam, espera-se que
estes medos desapareçam. Se os medos se repetem com muita frequência,
persistindo no tempo e sendo acompanhados de ansiedade, pode ser necessário uma
maior atenção e cuidado por parte dos pais.
É comum que os medos estejam associados a
outros problemas como: baixo rendimento escolar, aumento da instabilidade
emocional ou agressividade. Podem surgir terrores noturnos que com frequência
impede que criança durma normalmente.
O primeiro passo nestes casos é reduzir os
níveis de ansiedade na criança. É preciso proporcionar a criança um ambiente de
segurança e confiança nela, preparando a mesma para enfrentar as situações que
teme com naturalidade. A consulta de um psicólogo infantil podes
ser importante se a dificuldade se mantém e produz um prejuízo no funcionamento
normal da criança.
Os medos também se aprendem. Muitos padres
podem manifestar as suas angústias e projetar seus próprios temores na criança
desde muito pequenos. É importante tentar transmitir seguridade e tranquilidade
nas situações cotidianas, possibilitando que os filhos aprendam a comportar-se
da mesma maneira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário