A
ansiedade é uma resposta normal quando existe alguma possível situação de
perigo. Perante uma ameaça, reagimos com preocupação e inclusive medo. Ficamos
alerta para poder entrar em modo de defesa ou de fuga. Em outras palavras, a
ansiedade cumpre uma função de proteção diante de perigos do ambiente. Ao largo
da história, ela teve um papel importante para a sobrevivência da espécie
humana.
No
entanto, a ansiedade pode ser considerada patológica se perdura por muito
tempo, si é muito intensa ou se aparece diante de estímulos inócuos que são
percebidos de forma equivocada como perigosos.
Esta
sensação pode chegar a bloquear a criança ao invés de alertá-lo para a
necessidade de lutar ou fugir. A criança com ansiedade patológica percebe que o
perigo é incontrolável, inevitável e tem uma sensação muito desagradável que o
impede de atuar de maneira adequada.
A
ansiedade pode surgir diante de estímulos ou situações externas (um exame
final, um determinado animal) ou diante de vivências internas, como lembranças
ou emoções vividas pela criança (a lembrança de uma discussão ou o medo da
morte, por exemplo). Tanto os estímulos externos como os internos podem
desencadear alguns mecanismos fisiológicos de alerta y de defesa. Cada pessoa
reage de maneira diferente diante de uma situação de perigo; segundo a sua
idade, capacidade intelectual, o temperamento, a educação recebida, as
situações vividas e a predisposição genética.
Portanto,
os pais não podem ser considerados a causa de que a criança tenha ansiedade,
mas podem contribuir para que os sintomas de ansiedade se mantenham ou
desapareçam. O primeiro que os padres podem fazer é aprender em que consiste o
transtorno do seu filho. Quanto mais saibam, mais poderão ajudá-lo porque
saberão mais sobre as dificuldades que a criança está passando. Também é
interessante que pais e filhos, juntos, leiam um livro sobre uma criança que
tenha superado a ansiedade.
Por
outro lado, os pais podem ajudar a criança nos momentos mais difíceis, apoia-lo
e distraí-lo com outra atividade ou pensamento, evitando assim que se centre na
ansiedade. Os pais devem transmitir aos seus filhos a convicção sincera de que
superará os seus medos. Também podem anima-lo a avançar um pouco mais nas
atividades em que a criança requer um certo esforço para fazer, mais sem
força-lo para que a ansiedade não proporcione ao seu filho uma sensação de
fracasso.
Se a
criança tem medo da escuridão, é melhor deixar alguma luz no corredor acesa até
que a criança durma. Isto é preferível que força-lo a dormir sem luz. É
importante evitar etiquetar a criança com: é muito tímido, está sempre nervoso,
assustado diante do professor, amigos. Estas afirmações dão uma ideia de que o
quadro é irreversível, afirmação que não é correta.
Os
pais devem ensinar aos filhos com ansiedade a não temer as coisas, evitando
atitudes superprotetoras. O extremo cuidado favorece os pensamentos tipo ¨algum
perigo existirá si os meus pais me protegem tanto¨. É importante preparar a
criança antes que afronte experiências novas, contando com todo o detalhe
possível o que vai acontecer e como pode atuar.
Também
é muito importante que as outras pessoas
como professores, avós ou outras pessoas em contato com as crianças
possam seguir o mesmo tipo de conduta que os pais. Por exemplo, se a
necessidade é elogiar a criança quando ela se atreva a falar com um
companheiro, os professores devem estar atentos e elogia-lo pela sua conquista,
de maneira que todos seus colegas de aula tomem conhecimento.
Por
fim, se os pais não podem resolver as dificuldades sozinhas, devem consultar
com um profissional. Neste caso, os pais assumem um papel de co-terapeutas,
supervisando e premiando todas as conquistas que o seu filho alcance, avançando
lentamente segundo o programa que o experto estabeleça para o tratamento.
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