segunda-feira, 13 de maio de 2013

Comportamento suicida e automutilação: esteja alerta a esta possibilidade



Muitos jovens pensam em suicídio em algum momento de suas vidas. Por sorte, poucos realizam a tentativa de suicidar-se e uma pequena minoria acaba falecendo por esta causa. 

A automutilação caracteriza-se por qualquer forma não fatal de alguma agressão ao próprio corpo. São exemplos: cortar-se, tomar uma overdose, correr no tráfico etc. Nestes casos existe uma motivação para morrer mais nem sempre é consciente. Por outro lado, o suicídio é o resultado direto de atos de automutilação. É bastante comum que alguns destes adolescentes se automutilem apenas uma vez na sua vida. Outros jovens acabam repetindo este comportamento. Os especialistas no tema acreditam que é preciso entender que a automutilação faz parte de um continuo do fenômeno suicida. 

Jovens com risco de suicídio apresentam pensamentos de morte ou ideias de agressão direta ao próprio corpo (ideação suicida). Também são comuns pensamentos sobre planos para morrer, onde e como realizar o ato, bem como de prever o impacto que o suicídio pode ter nas pessoas próximas a ele.

Uma das principais motivações para o comportamento suicida é o pensamento de que algo ou determinada situação é imutável, gerando um sentimento de desesperança. 

As estatísticas apontam que os meninos são mais propensos a morrer de suicídio que as meninas, exceto na China e Índia. Por outro lado, as meninas apresentam mais comportamentos não fatais relacionados ao suicídio (automutilações) que os meninos. 

Segundo pesquisas realizadas, um de cada seis adolescentes revelaram ter considerado a possibilidade de suicidar-se ou de produzir alguma agressão contra o seu físico um ano antes da pesquisa. Um de cada dez dos jovens acabou realizando uma automutilação no ano anterior. A morte por suicídio é relativamente infrequente em adolescentes. 

Os principais fatores de risco que aumentam o fenômeno em crianças e adolescentes são: transtornos psiquiátricos como a depressão, abuso sexual, abuso de substâncias, sentimentos de desesperança, problemas familiares, estratégias de enfrentamento pouco adaptativas, comportamento suicida na família, nos amigos e na mídia, incluindo a internet, redes sociais etc. 

Outro fator importante que as pesquisas demonstram ser um fator de vulnerabilidade para o suicídio é o nível de impulsividade e de agressividade da criança ou adolescente. Além disso, ter história previa de comportamento suicida aumenta o risco de futuras tentativas de suicídio. O grande risco de repetição se dá no primeiro ano após a tentativa suicida ou de automutilação.

Os fatores de proteção (que podem reduzir o risco ao suicídio) são: boas amizades, habilidade em resolver problemas, um bom controle interno da agressividade e da impulsividade bem como estar implicado em atividades complementares ao estudo (esporte, aprender uma língua estrangeira).  Ter um pensamento positivo e crenças afirmativas sobre a vida também são de grande ajuda, assim como uma afiliação religiosa.

É importante que os pais fiquem atentos a certos comportamentos dos filhos como: isolamento, depressão, tristeza, sentimento de vazio, uso de drogas, convívio com jovens que apresentam condutas ilegais, presença de historia de suicídio ou de automutilação na sua família, ausência de controle da agressividade ou impulsividade. Se você suspeita de algo, esteja ao lado do seu filho: ofereça apoio e busque ajuda de um profissional o antes possível. Neste momento ele precisa muito da família e sentir-se amado para que possa reverter o quadro.

 

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